O Pastor da Assembléia de Deus, Silas Malafaia no último dia 03 de Abril em parceria com o Pastor da Teologia da Prosperidade, o norte americano Mike Murdock lançou em seu programa um novo desafio chamado Clube de 1 milhão de Almas, com o objetivo de evangelizar, mantendo os programas de televisão e realizando cruzadas e congressos.
Para fazer parte do clube, é preciso plantar uma ‘semente’ voluntária de R$ 1.000,00 e como agradecimento quem ceifar receberá o livro 1001 Chaves de Sabedoria, de Mike Murdock e também um certificado do clube como descrito no hot site da campanha, que inclusive possui um contador de almas conquistadas.
Mas este projeto não está sendo visto com bons olhos pela maioria dos líderes da Assembléia de Deus.
O Pr. Carlos Roberto Silva, vice-presidente executivo da Convenção dos Ministros da Assembléia de Deus do Estado de São Paulo e membro do Conselho de Doutrina da CGADB – Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, condena a ‘Campanha da Semente de R$ 1.000,00’ do Pr. Silas Malafaia e do Pr. norte americano Mike Murdock lançada em seu programa de TV.
‘Isso é no mínimo lamentável, vergonhoso e desonroso para a nossa denominação. O Pr. Silas Malafaia é hoje um ícone, talvez o único dessa estirpe em mídia nacional, pertencente à nossa querida Assembléia de Deus. A função por ele exercida no mais alto fórum da denominação assembleiana, bem como sua projeção midiática, faz com que ele seja copiado e seguido por muitos em suas peripécias doutrinárias. A carroça está descendo ladeira abaixo, em alta velocidade, sem freio e o pior de tudo: na banguela! Que Deus tenha misericórdia de nós!’ disse o Pr. Carlos Roberto.
Já o Pr. Guedes, auxiliar da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e Professor de Teologia da FAESP – Faculdade Evangélica de São Paulo, relata as implicações que a igreja sofre com campanhas como esta.
‘Primeiro, as pessoas passam a acreditar que com a “semente” lançada, estarão isentas de pregarem o evangelho, porque já fizeram a sua parte. Ou seja, repassaram essa responsabilidade ao evangelista da tv; Segundo, caem na mais nova falácia: semente e não oferta (ou semente como oferta). Ora, todos sabemos que a oferta é voluntária e não se espera retorno por doá-la, mas a semente tem em si a linguagem da colheita do fruto, logo, quem oferta não espera receber de Deus e nem O cobra, mas quem lança sementes terá, segundo essa teologia, o direito de cobrar de Deus os desdobramentos de seu plantio; Terceiro, muitos cristãos incautos que nunca contribuíram com suas igrejas locais, vêem-se “constrangidos”, “movidos” a contribuírem com o ministério do “homem de Deus”, visto que ele é o homem que Deus levantou para essa tarefa’, e completou: ‘esse tipo de teologia envenena nossa sã doutrina, causando danos em nossos posicionamentos doutrinários e teológicos. É elitista, discriminatória e põe Deus em uma tremenda “saia justa”, pois somente quem tem R$ 1.000,00 é que pode ser abençoado’.
Fonte: O Galileo / Gospel+
domingo, 11 de abril de 2010
Cinco por cento dos cristãos do planeta sofrem perseguição
Dos 2 bilhões de cristãos no mundo, pelo menos 100 milhões sofrem algum tipo de opressão ou perseguição, de modo especial em países islâmicos. O dado é da ONG Missão Portas Abertas.
“As coisas parecem estar piorando”, disse Ângela Wu, diretora internacional do Departamento Legal do Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, com sede em Washington.
Os fatos justificam a observação de Wu. Na quarta-feira da semana passada, dez atiradores invadiram escritório da Visão Mundial em Mansehra, distrito ao norte de Islamabad, capital do Paquistão, matando seis funcionários e ferindo outros sete. O governo do Marrocos expulsou, no início do mês, 26 cristãos, a maioria evangélicos, acusados de proselitismo. Em fevereiro, pelo menos oito cristãos foram assassinados na região de Mosul, no Iraque. No Egito, oito cristãos coptas foram mortos a tiros quando saíam de missa, num domingo, em janeiro.
“Embora tenha surgido no Oriente Próximo, o cristianismo é visto como influência estrangeira ocidental em muitos lugares do mundo”, explicou Wu.
De acordo com levantamento da Missão Portas Abertas, que abrange o período de novembro de 2008 a outubro de 2009, a Coréia do Norte desponta na classificação de países por perseguição. Comentam, inclusive, que cristãos foram usados como cobaias para testes de armas químicas e biológicas realizadas no país. Em segundo lugar aparece o Irã, onde templos foram fechados no ano passado e estima-se que 85 cristãos estejam presos. O islã é a religião oficial no Irã, e todas as leis devem ser compatíveis com a interpretação oficial da sharia (lei islâmica). Seguem-se na lista dos dez países onde a liberdade religiosa é letra morta: Arábia Saudita, Somália, Maldivas, Afeganistão, Iêmen, Mauritânia, Laos e o Uzbequistão.
Em pesquisa realizada entre metade de 2006 e metade de 2008, em 198 países, o Pew Fórum on Religion & Public Life, de Washington, concluiu que 70% dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta vivem em nações com alguns ou elevados limites à liberdade religiosa. Apenas 15% da população vivem em países onde a manifestação religiosa é livre.
Essa pesquisa arrola também a China e a Índia entre os países com restrições religiosas. O Pew Fórum faz uma distinção entre países nos quais os governos impõem restrições e países onde a população discrimina quem não se alinha à religião hegemônica.
Na China e no Vietnã, são governos que restringem a liberdade religiosa. Na China, as restrições atingem budistas do Tibete, muçulmanos do Uighur, e cristãos, que sequer são registrados.
Se os governos da Nigéria e de Bangladesh se mostram moderados, é a sociedade civil que explode contra seguidores de uma ou outra religião. O mesmo ocorre na Índia, onde as hostilidades são perpetradas mais por grupos sociais do que pelo governo. Na lista do Pew Fórum a Arábia Saudita aparece em primeiro lugar porque no país tanto autoridades quanto população são hostis às religiões “inimigas”. Governos do Sri Lanka, Myanmar e Camboja defendem uma só religião, o budismo, reprimindo as outras. No país mais islâmico do mundo, a Indonésia, os muçulmanos Ahmadi são os oprimidos, enquanto na Turquia são os muçulmanos Alevi.
Mapa desenhado pelo Pew Fórum mostra que os países que apresentam maior liberdade religiosa são aqueles onde o cristianismo é majoritário: Europa, Américas, Austrália e África subsaariana. Na Grécia, porém, só os cristãos ortodoxos, os judeus e os muçulmanos podem se organizar como religião e deter propriedades. Estatística da Missão Portas Abertas indica que de cada 100 pessoas no mundo 19 são muçulmanas, 18 não têm religião, 17 são católicas, 17 são ortodoxas, anglicanas, protestantes, evangélicas e pentecostais, 14 são hindus e seis são budistas.
Fonte: ALC
“As coisas parecem estar piorando”, disse Ângela Wu, diretora internacional do Departamento Legal do Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, com sede em Washington.
Os fatos justificam a observação de Wu. Na quarta-feira da semana passada, dez atiradores invadiram escritório da Visão Mundial em Mansehra, distrito ao norte de Islamabad, capital do Paquistão, matando seis funcionários e ferindo outros sete. O governo do Marrocos expulsou, no início do mês, 26 cristãos, a maioria evangélicos, acusados de proselitismo. Em fevereiro, pelo menos oito cristãos foram assassinados na região de Mosul, no Iraque. No Egito, oito cristãos coptas foram mortos a tiros quando saíam de missa, num domingo, em janeiro.
“Embora tenha surgido no Oriente Próximo, o cristianismo é visto como influência estrangeira ocidental em muitos lugares do mundo”, explicou Wu.
De acordo com levantamento da Missão Portas Abertas, que abrange o período de novembro de 2008 a outubro de 2009, a Coréia do Norte desponta na classificação de países por perseguição. Comentam, inclusive, que cristãos foram usados como cobaias para testes de armas químicas e biológicas realizadas no país. Em segundo lugar aparece o Irã, onde templos foram fechados no ano passado e estima-se que 85 cristãos estejam presos. O islã é a religião oficial no Irã, e todas as leis devem ser compatíveis com a interpretação oficial da sharia (lei islâmica). Seguem-se na lista dos dez países onde a liberdade religiosa é letra morta: Arábia Saudita, Somália, Maldivas, Afeganistão, Iêmen, Mauritânia, Laos e o Uzbequistão.
Em pesquisa realizada entre metade de 2006 e metade de 2008, em 198 países, o Pew Fórum on Religion & Public Life, de Washington, concluiu que 70% dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta vivem em nações com alguns ou elevados limites à liberdade religiosa. Apenas 15% da população vivem em países onde a manifestação religiosa é livre.
Essa pesquisa arrola também a China e a Índia entre os países com restrições religiosas. O Pew Fórum faz uma distinção entre países nos quais os governos impõem restrições e países onde a população discrimina quem não se alinha à religião hegemônica.
Na China e no Vietnã, são governos que restringem a liberdade religiosa. Na China, as restrições atingem budistas do Tibete, muçulmanos do Uighur, e cristãos, que sequer são registrados.
Se os governos da Nigéria e de Bangladesh se mostram moderados, é a sociedade civil que explode contra seguidores de uma ou outra religião. O mesmo ocorre na Índia, onde as hostilidades são perpetradas mais por grupos sociais do que pelo governo. Na lista do Pew Fórum a Arábia Saudita aparece em primeiro lugar porque no país tanto autoridades quanto população são hostis às religiões “inimigas”. Governos do Sri Lanka, Myanmar e Camboja defendem uma só religião, o budismo, reprimindo as outras. No país mais islâmico do mundo, a Indonésia, os muçulmanos Ahmadi são os oprimidos, enquanto na Turquia são os muçulmanos Alevi.
Mapa desenhado pelo Pew Fórum mostra que os países que apresentam maior liberdade religiosa são aqueles onde o cristianismo é majoritário: Europa, Américas, Austrália e África subsaariana. Na Grécia, porém, só os cristãos ortodoxos, os judeus e os muçulmanos podem se organizar como religião e deter propriedades. Estatística da Missão Portas Abertas indica que de cada 100 pessoas no mundo 19 são muçulmanas, 18 não têm religião, 17 são católicas, 17 são ortodoxas, anglicanas, protestantes, evangélicas e pentecostais, 14 são hindus e seis são budistas.
Fonte: ALC
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Pr. Jabes de Alencar entrega direção da AD Bom Retiro ao filho e a mentoria de Silas Malafaia
Foi decidido nesta terça-feira à noite o rumo da Assembléia de Deus Bom Retiro. Em Assembléia Geral decidiu-se por unanimidade que o pastor Jabes de Alencar deixará a presidência da igreja para se tratar nos Estados Unidos. Dayan Alencar, filho de Jabes, assume interinamente sendo mentoriado pelo pastor e amigo, Silas Malafaia.
A decisão de se afastar da diretoria executiva partiu após problemas de saúde de Jabes. Recentemente o pastor da Assembléia de Deus passou mal durante um evento em Foz do Iguaçu (PR). Em 2008 o pastor e conferencista passou mal e desmaiou em um hotel que estava pregando com princípio de AVC. Devido ao problema colocou um catéter no hospital Albert Einstein em São Paulo.
O estresse acarretou problemas cardíacos e diverticulite. Os outros problemas de saúde não foram divulgados oficialmente. O que se sabe é que Jabes de Alencar está embarcando para os Estados Unidos. Deverá passar um período na casa da filha em Dallas. O afastamento, que segundo o próprio conferencista durará até três meses, é por tempo indeterminado, indicam algumas pessoas.
Na assembléia ficou decidido que Dayan Alencar assumirá interinamente a presidência com desafio de manter o pique durante o afastamento. Ele também responderá juridicamente pelo ministério. Silas Malafaia ministrará durante as quartas feiras e Santa Ceia, dando mentoria.
Fonte: Creio / Gospel Prime
A decisão de se afastar da diretoria executiva partiu após problemas de saúde de Jabes. Recentemente o pastor da Assembléia de Deus passou mal durante um evento em Foz do Iguaçu (PR). Em 2008 o pastor e conferencista passou mal e desmaiou em um hotel que estava pregando com princípio de AVC. Devido ao problema colocou um catéter no hospital Albert Einstein em São Paulo.
O estresse acarretou problemas cardíacos e diverticulite. Os outros problemas de saúde não foram divulgados oficialmente. O que se sabe é que Jabes de Alencar está embarcando para os Estados Unidos. Deverá passar um período na casa da filha em Dallas. O afastamento, que segundo o próprio conferencista durará até três meses, é por tempo indeterminado, indicam algumas pessoas.
Na assembléia ficou decidido que Dayan Alencar assumirá interinamente a presidência com desafio de manter o pique durante o afastamento. Ele também responderá juridicamente pelo ministério. Silas Malafaia ministrará durante as quartas feiras e Santa Ceia, dando mentoria.
Fonte: Creio / Gospel Prime
A Crucificação de Cristo, a partir de um ponto de vista médico
Lendo o livro de Jim Bishop “O Dia Que Cristo Morreu”, eu percebi que durante vários anos eu tinha tornado a crucificação de Jesus mais ou menos sem valor, que havia crescido calos em meu coração sobre este horror, por tratar seus detalhes de forma tão familiar - e pela amizade distante que eu tinha com nosso Senhor. Eu finalmente havia percebido que, mesmo como médico, eu não entendia a verdadeira causa da morte de Jesus. Os escritores do evangelho não nos ajudam muito com este ponto, porque a crucificação era tão comum naquele tempo que, aparentemente, acharam que uma descrição detalhada seria desnecessária. Por isso só temos as palavras concisas dos evangelistas “Então, Pilatos, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.”
Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura?
Dados históricos
Isto me levou primeiro a um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no assunto.
Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo--para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga.
Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução.
Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.
Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina.
O suor como gotas de sangue
O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra." (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.
Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face.
A condenação
De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação.
Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus.
Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas.
O açoite
O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura.
As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado.
Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).
Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez.
A cruz
Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite.
O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido - exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.
A crucificação
A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus".
O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés.
Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas:
Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. " (Lucas 23:34)
Ao ladrão arrependido, Jesus disse: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43)
Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher, eis aí teu filho.” E ao atemorizado e quebrantado adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)
O próximo clamor veio do início do Salmo 22, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.
Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”
Agora está quase acabado - a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico - o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos - os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro.
Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)
Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”
Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras - provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro “Está consumado!”. (João 19:30)
Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer.
Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46).
O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário.
Conclusão
Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: "E imediatamente verteu sangue e água." Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.
Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.
© Copyright C. Truman Davis
C. Truman Davis é um Oftalmologista nacionalmente respeitado, vice-presidente da Associação Americana de Oftalmologia, e uma figura ativa no movimento de escolas Cristãs. Ele é o fundador e presidente do excelente Trinity Christian School em Mesa, Arizona, e um docente do Grove City College.
[Esta tradução foi realizada para o site www.hermeneutica.com baseada em várias versões deste relato em inglês e traduções em português. Não há restrição quanto à reprodução desta versão do relato médico. No entanto, pedimos que os interessados tenham a consideração de preservar as referencias à autoria original e uma referencia ao site da www.hermeneutica.com]
Eu não tenho nenhuma competência para discutir o infinito sofrimento psíquico e espiritual do Deus Encarnado que paga pelos pecados do homem caído. Mas parecia a mim que como um médico eu poderia procurar de forma mais detalhada os aspectos fisiológicos e anatômicos da paixão de nosso Senhor. O que foi que o corpo de Jesus de Nazaré de fato suportou durante essas horas de tortura?
Dados históricos
Isto me levou primeiro a um estudo da prática de crucificação, quer dizer, tortura e execução por fixação numa cruz. Eu estou endividado a muitos que estudaram este assunto no passado, e especialmente para um colega contemporâneo, Dr. Pierre Barbet, um cirurgião francês que fez uma pesquisa histórica e experimental exaustiva e escreveu extensivamente no assunto.
Aparentemente, a primeira prática conhecida de crucificação foi realizado pelos persas. Alexandre e seus generais trouxeram esta prática para o mundo mediterrâneo--para o Egito e para Cartago. Os romanos aparentemente aprenderam a prática dos cartagineses e (como quase tudo que os romanos fizeram) rapidamente desenvolveram nesta prática um grau muito alto de eficiência e habilidade. Vários autores romanos (Lívio, Cícero, Tácito) comentam a crucificação, e são descritas várias inovações, modificações, e variações na literatura antiga.
Por exemplo, a porção vertical da cruz (ou “stipes”) poderia ter o braço que cruzava (ou “patibulum”) fixado cerca de um metro debaixo de seu topo como nós geralmente pensamos na cruz latina. A forma mais comum usada no dia de nosso Senhor, porém, era a cruz “Tau”, formado como nossa letra “T”. Nesta cruz o patibulum era fixado ao topo do stipes. Há evidência arqueológica que foi neste tipo de cruz que Jesus foi crucificado. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, pintores Medievais e da Renascença nos deram o retrato de Cristo levando a cruz inteira. Mas o poste vertical, ou stipes, geralmente era fixado permanentemente no chão no local de execução. O homem condenado foi forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente 50 quilos, da prisão para o lugar de execução.
Muitos dos pintores e a maioria dos escultores de crucificação, também mostram os cravos passados pelas palmas. Contos romanos históricos e trabalho experimental estabeleceram que os cravos foram colocados entre os ossos pequenos dos pulsos (radial e ulna) e não pelas palmas. Cravos colocados pelas palmas sairiam por entre os dedos se o corpo fosse forçado a se apoiar neles. O equívoco pode ter ocorrido por uma interpretação errada das palavras de Jesus para Tomé, “vê as minhas mãos”. Anatomistas, modernos e antigos, sempre consideraram o pulso como parte da mão.
Um titulus, ou pequena placa, declarando o crime da vítima normalmente era colocado num mastro, levado à frente da procissão da prisão, e depois pregado à cruz de forma que estendia sobre a cabeça. Este sinal com seu mastro pregado ao topo teria dado à cruz um pouco da forma característica da cruz latina.
O suor como gotas de sangue
O sofrimento físico de Jesus começou no Getsêmani. Em Lucas diz: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra." (Lc 22:44) Todos os truques têm sido usados por escolas modernas para explicarem esta fase, aparentemente seguindo a impressão que isto não podia acontecer. No entanto, consegue-se muito consultando a literatura médica. Apesar de muito raro, o fenômeno de suor de sangue é bem documentado. Sujeito a um stress emocional, finos capilares nas glândulas sudoríparas podem se romper, misturando assim o sangue com o suor. Este processo poderia causar fraqueza e choque. Atenção médica é necessária para prevenir hipotermia.
Após a prisão no meio da noite, Jesus foi levado ao Sinédrio e Caifás o sumo sacerdote, onde sofreu o primeiro traumatismo físico. Jesus foi esbofeteado na face por um soldado, por manter-se em silêncio ao ser interrogado por Caifás. Os soldados do palácio tamparam seus olhos e zombaram dele, pedindo para que identificasse quem o estava batendo, e esbofeteavam a Sua face.
A condenação
De manhã cedo, Jesus, surrado e com hematomas, desidratado, e exausto por não dormir, é levado ao Pretório da Fortaleza Antônia, o centro de governo do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos. Você deve já conhecer a tentativa de Pilatos de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, tetrarca da Judéia. Aparentemente, Jesus não sofreu maus tratos nas mãos de Herodes e foi devolvido a Pilatos. Foi em resposta aos gritos da multidão que Pilatos ordenou que Bar-Abbas fosse solto e condenou Jesus ao açoite e à crucificação.
Há muita diferença de opinião entre autoridades sobre o fato incomum de Jesus ser açoitado como um prelúdio à crucificação. A maioria dos escritores romanos deste período não associam os dois. Muitos peritos acreditam que Pilatos originalmente mandou que Jesus fosse açoitado como o castigo completo dele. A pena de morte através de crucificação só viria em resposta à acusação da multidão de que o Procurador não estava defendendo César corretamente contra este pretendente que supostamente reivindicou ser o Rei dos judeus.
Os preparativos para as chicotadas foram realizados quando o prisioneiro era despido de suas roupas, e suas mãos amarradas a um poste, acima de sua cabeça. É duvidoso se os Romanos teriam seguido as leis judaicas quanto às chicotadas. Os judeus tinham uma lei antiga que proibia mais de 40 (quarenta) chicotadas.
O açoite
O soldado romano dá um passo a frente com o flagrum (açoite) em sua mão. Este é um chicote com várias tiras pesadas de couro com duas pequenas bolas de chumbo amarradas nas pontas de cada tira. O pesado chicote é batido com toda força contra os ombros, costas e pernas de Jesus. Primeiramente as pesadas tiras de couro cortam apenas a pele. Então, conforme as chicotadas continuam, elas cortam os tecidos debaixo da pele, rompendo os capilares e veias da pele, causando marcas de sangue, e finalmente, hemorragia arterial de vasos da musculatura.
As pequenas bolas de chumbo primeiramente produzem grandes, profundos hematomas, que se rompem com as subseqüentes chicotadas. Finalmente, a pele das costas está pendurada em tiras e toda a área está uma irreconhecível massa de tecido ensangüentado. Quando é determinado, pelo centurião responsável, que o prisioneiro está a beira da morte, então o espancamento é encerrado.
Então, Jesus, quase desmaiando é desamarrado, e lhe é permitido cair no pavimento de pedra, molhado com Seu próprio sangue. Os soldados romanos vêm uma grande piada neste Judeu, que se dizia ser o Rei. Eles atiram um manto sobre os seus ombros e colocam um pau em suas mãos, como um cetro. Eles ainda precisam de uma coroa para completar a cena. Um pequeno galho flexível, coberto de longos espinhos é enrolado em forma de uma coroa e pressionado sobre Sua cabeça. Novamente, há uma intensa hemorragia (o couro do crânio é uma das regiões mais irrigadas do nosso corpo).
Após zombarem dele, e baterem em sua face, tiram o pau de suas mãos e batem em sua cabeça, fazendo com que os espinhos se aprofundem em sua cabeça. Finalmente, cansado de seu sádico esporte, o manto é retirado de suas costas. O manto, por sua vez, já havia aderido ao sangue e grudado nas feridas. Como em uma descuidada remoção de uma atadura cirúrgica, sua retirada causa dor toturante. As feridas começam a sangrar como se ele estivesse apanhando outra vez.
A cruz
Em respeito ao costume dos judeus, os romanos devolvem a roupa de Jesus. A pesada barra horizontal da cruz á amarrada sobre seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, dois ladrões e o destacamento dos soldados romanos para a execução, encabeçado por um centurião, começa a vagarosa jornada até o Gólgota. Apesar do esforço de andar ereto, o peso da madeira somado ao choque produzido pela grande perda de sangue, é demais para ele. Ele tropeça e cai. As lascas da madeira áspera rasgam a pele dilacerada e os músculos de seus ombros. Ele tenta se levantar, mas os músculos humanos já chegaram ao seu limite.
O centurião, ansioso para realizar a crucificação, escolhe um observador norte-africano, Simão, um Cirineu, para carregar a cruz. Jesus segue ainda sangrando, com o suor frio de choque. A jornada de mais de 800 metros da fortaleza Antônia até Gólgota é então completada. O prisioneiro é despido - exceto por um pedaço de pano que era permitido aos judeus.
A crucificação
A crucificação começa: Jesus é oferecido vinho com mirra, um leve analgésico. Jesus se recusa a beber. Simão é ordenado a colocar a barra no chão e Jesus é rapidamente jogado de costas, com seus ombros contra a madeira. O legionário procura a depressão entre os osso de seu pulso. Ele bate um pesado cravo de ferro quadrado que traspassa o pulso de Jesus, entrando na madeira. Rapidamente ele se move para o outro lado e repete a mesma ação, tomando o cuidado de não esticar os ombros demais, para possibilitar alguma flexão e movimento. A barra da cruz é então levantada e colocado em cima do poste, e sobre o topo é pregada a inscrição onde se lê: "Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus".
O pé esquerdo agora é empurrado para trás contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos dos pés para baixo, um cravo é batido atraves deles, deixando os joelhos dobrados moderadamente. A vítima agora é crucificada. Enquanto ele cai para baixo aos poucos, com mais peso nos cravos nos pulsos a dor insuportável corre pelos dedos e para cima dos braços para explodir no cérebro – os cravos nos pulsos estão pondo pressão nos nervos medianos. Quando ele se empurra para cima para evitar este tormento de alongamento, ele coloca seu peso inteiro no cravo que passa pelos pés. Novamente há a agonia queimando do cravo que rasga pelos nervos entre os ossos dos pés.
Neste ponto, outro fenômeno ocorre. Enquanto os braços se cansam, grandes ondas de cãibras percorrem seus músculos, causando intensa dor. Com estas cãibras, vem a dificuldade de empurrar-se para cima. Pendurado por seus braços, os músculos peitorais ficam paralisados, e o músculos intercostais incapazes de agir. O ar pode ser aspirado pelos pulmões, mas não pode ser expirado. Jesus luta para se levantar a fim de fazer uma respiração. Finalmente, dióxido de carbono é acumulado nos pulmões e no sangue, e as cãibras diminuem. Esporadicamente, ele é capaz de se levantar e expirar e inspirar o oxigênio vital. Sem dúvida, foi durante este período que Jesus consegui falar as sete frases registradas:
Jesus olhando para os soldados romanos, lançando sorte sobre suas vestes disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. " (Lucas 23:34)
Ao ladrão arrependido, Jesus disse: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43)
Olhando para baixo para Maria, sua mãe, Jesus disse: “Mulher, eis aí teu filho.” E ao atemorizado e quebrantado adolescente João, “Eis aí tua mãe.” (João 19:26-27)
O próximo clamor veio do início do Salmo 22, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Ele passa horas de dor sem limite, ciclos de contorção, câimbras nas juntas, asfixia intermitente e parcial, intensa dor por causa das lascas enfiadas nos tecidos de suas costas dilaceradas, conforme ele se levanta contra o poste da cruz. Então outra dor agonizante começa. Uma profunda dor no peito, enquanto seu pericárdio se enche de um líquido que comprime o coração.
Lembramos o Salmo 22 versículo 14 “Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.”
Agora está quase acabado - a perda de líquidos dos tecidos atinge um nível crítico - o coração comprimido se esforça para bombear o sangue grosso e pesado aos tecidos - os pulmões torturados tentam tomar pequenos golpes de ar. Os tecidos, marcados pela desidratação, mandam seus estímulos para o cérebro.
Jesus clama “Tenho sede!” (João 19:28)
Lembramos outro versículo do profético Salmo 22 “Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte.”
Uma esponja molhada em “posca”, o vinho azedo que era a bebida dos soldados romanos, é levantada aos seus lábios. Ele, aparentemente, não toma este líquido. O corpo de Jesus chega ao extremo, e ele pode sentir o calafrio da morte passando sobre seu corpo. Este acontecimento traz as suas próximas palavras - provavelmente, um pouco mais que um torturado suspiro “Está consumado!”. (João 19:30)
Sua missão de sacrifício está concluída. Finalmente, ele pode permitir o seu corpo morrer.
Com um último esforço, ele mais uma vez pressiona o seu peso sobre os pés contra o cravo, estica as suas pernas, respira fundo e grita seu último clamor: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46).
O resto você sabe. Para não profanar a Páscoa, os judeus pediam para que o réus fossem despachados e removidos das cruzes. O método comum de terminar uma crucificação era por crucificatura, quebrando os ossos das pernas. Isto impedia que a vítima se levantasse, e assim eles não podiam aliviar a tensão dos músculos do peito e logo sufocaram. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas, quando os soldados chegaram a Jesus viram que não era necessário.
Conclusão
Aparentemente, para ter certeza da morte, um soldado traspassou sua lança entre o quinto espaço das costelas, enfiado para cima em direção ao pericárdio, até o coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de João diz: "E imediatamente verteu sangue e água." Isto era saída de fluido do saco que recobre o coração, e o sangue do interior do coração. Nós, portanto, concluímos que nosso Senhor morreu, não de asfixia, mas de um enfarte de coração, causado por choque e constrição do coração por fluidos no pericárdio.
Assim nós tivemos nosso olhar rápido – inclusive a evidência médica – daquele epítome de maldade que o homem exibiu para com o Homem e para com Deus. Foi uma visão terrível, e mais que suficiente para nos deixar desesperados e deprimidos. Como podemos ser gratos que nós temos o grande capítulo subseqüente da clemência infinita de Deus para com o homem – o milagre da expiação e a expectativa da manhã triunfante da Páscoa.
© Copyright C. Truman Davis
C. Truman Davis é um Oftalmologista nacionalmente respeitado, vice-presidente da Associação Americana de Oftalmologia, e uma figura ativa no movimento de escolas Cristãs. Ele é o fundador e presidente do excelente Trinity Christian School em Mesa, Arizona, e um docente do Grove City College.
[Esta tradução foi realizada para o site www.hermeneutica.com baseada em várias versões deste relato em inglês e traduções em português. Não há restrição quanto à reprodução desta versão do relato médico. No entanto, pedimos que os interessados tenham a consideração de preservar as referencias à autoria original e uma referencia ao site da www.hermeneutica.com]
Ódio muçulmano expulsa judeus de uma das maiores cidades da Suécia
Marcus Eilenberg reside em Malmo, uma das maiores cidades da Suécia. Ele é um judeu sueco cujas raízes de família em Malmo são profundas. Seus avós por parte de pai eram sobreviventes do Holocausto e foram acolhidos em Malmo em 1945, quando havia ainda influência evangélica luterana entre os suecos. Os pais de sua esposa fugiram da Polônia comunista na década de 1960 e foram morar na Suécia.
Agora, Marcus, que tem 32 anos e é sócio de um escritório de advocacia, sente que o acolhimento aos judeus está chegando ao fim. Ele, sua esposa e dois filhos estarão mudando para Israel em maio. Outros 15 judeus estão partindo pela mesma razão.
A razão, diz ele, é o aumento de crimes de ódio contra os judeus em Malmo, e uma sensação de que as autoridades locais estão com pouca vontade de lidar com um problema que está mostrando ser uma mancha na imagem de uma Suécia tolerante que acolhe grupos étnicos oprimidos.
Conforme o rabino Shneur Kesselman, 99 por cento das ameaças contra os judeus estão vindo dos muçulmanos.
Há aproximadamente 60.000 muçulmanos em Malmo. O número de judeus é 700 e diminuindo. Duas décadas atrás, era o dobro disso.
Os judeus de Malmo dizem que sentem pouco apoio do prefeito Ilmar Reepalu, um esquerdista que disse para um jornal sueco em janeiro que na opinião dele a onda antissemita estava vindo de grupos da extrema-direita. Ele também culpou os judeus que apoiaram Israel em suas medidas contra o terrorismo islâmico.
Além de culpar os próprios judeus, o prefeito diz que é preciso levar em consideração a discriminação contra os muçulmanos que vestem roupas islâmicas. Ele diz: “Eles são expostos a todos os tipos de preconceito”.
O líder de mesquita Becirov usou linguagem semelhante, dizendo que os “muçulmanos também são expostos à islamofobia”.
Ele fez uma lista de incidentes contra sua mesquita depois dos ataques terroristas islâmicos contra os EUA em 11 de setembro de 2001.
Traduzido, adaptado e editado por Julio Severo a partir de matéria do jornal americano Washington Times.
Fonte: www.juliosevero.com
Agora, Marcus, que tem 32 anos e é sócio de um escritório de advocacia, sente que o acolhimento aos judeus está chegando ao fim. Ele, sua esposa e dois filhos estarão mudando para Israel em maio. Outros 15 judeus estão partindo pela mesma razão.
A razão, diz ele, é o aumento de crimes de ódio contra os judeus em Malmo, e uma sensação de que as autoridades locais estão com pouca vontade de lidar com um problema que está mostrando ser uma mancha na imagem de uma Suécia tolerante que acolhe grupos étnicos oprimidos.
Conforme o rabino Shneur Kesselman, 99 por cento das ameaças contra os judeus estão vindo dos muçulmanos.
Há aproximadamente 60.000 muçulmanos em Malmo. O número de judeus é 700 e diminuindo. Duas décadas atrás, era o dobro disso.
Os judeus de Malmo dizem que sentem pouco apoio do prefeito Ilmar Reepalu, um esquerdista que disse para um jornal sueco em janeiro que na opinião dele a onda antissemita estava vindo de grupos da extrema-direita. Ele também culpou os judeus que apoiaram Israel em suas medidas contra o terrorismo islâmico.
Além de culpar os próprios judeus, o prefeito diz que é preciso levar em consideração a discriminação contra os muçulmanos que vestem roupas islâmicas. Ele diz: “Eles são expostos a todos os tipos de preconceito”.
O líder de mesquita Becirov usou linguagem semelhante, dizendo que os “muçulmanos também são expostos à islamofobia”.
Ele fez uma lista de incidentes contra sua mesquita depois dos ataques terroristas islâmicos contra os EUA em 11 de setembro de 2001.
Traduzido, adaptado e editado por Julio Severo a partir de matéria do jornal americano Washington Times.
Fonte: www.juliosevero.com
sábado, 3 de abril de 2010
Cristo morreu numa quarta-feira
(não na "sexta-feira santa", dos católicos)
"Regra de Ouro" da interpretação é:
"Quando a interpretação direta-imediata e literal das Escrituras faz sentido, não procure nenhuma outra interpretação. Portanto, interprete cada palavra no seu sentido literal, usual, costumeiro e mais comumente usado, a não ser que os fatos do contexto imediato indiquem claramente o contrário, quando estudados à luz de passagens correlatas e de verdades fundamentais e axiomáticas." (Dr. David L. Cooper).
A Interpretação segundo esta regra é chamada de Interpretação Literal-Gramatical, e: é a única interpretação que honra e é consistente com a soma de tudo que Deus diz sobre a Sua própria Palavra Escrita; é a única interpretação aceitável pelos verdadeiros crentes; é a única interpretação usada antes de Orígenes ter contaminado a cristandade com a mortal peçonha do alegorismo).
À luz desta regra de ouro da interpretação, examinemos Mateus 12:40:
"...assim estará o Filho do homemtrês dias e três noites no seio da terra" (Mateus 12:40).
Ora, este verso clara e irresistivelmente demole a teoria de que Cristo morreu numa sexta-feira. Se tivesse sido assim, Ele teria ficado no seio da terra somente 2 noites (da sexta para o sétimo dia e do sétimo dia para o domingo)!
Portanto, Cristo teria errado ou mentido ao proferir a profecia acima, e não poderia ser Deus, uma vez que é impossível que Deus minta ou erre!
Ah, você pergunta: "Mas isto não se choca com Marcos 15:42, com Lucas 23:54, 56, e com João 19:31??? Que ensinam que o dia subseqüente ao da crucificação foi um sétimo dia??? Se o dia seguinte foi um sétimo dia, então não tem o dia da crucificação de ter sido uma sexta-feira???..."
"Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado". (Marcos 15:42).
"E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado". (Lucas 23:54).
"Então voltaram e prepararam especiarias e ungüentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento". (Lucas 23:56).
"Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali.". (João 19:31).
Não e não. A palavra "sábado", usada em Marcos 15:42, Lucas 23:54,56 e João 19:31 (acima), somente tinha um sentido literal-gramatical OBRIGATÓRIO, que é o de "cessação, repouso dos trabalhos". Portanto, a palavra "sábado" podia ser e era usualmente aplicada em dois sentidos:
tanto (1) ao sétimo dia da semana...
"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou". (Êxodo 20:8-11).
quanto (2) a um outro dia qualquer, desde que Deus também tivesse ordenado que fosse de cessação dos trabalhos (no caso em pauta, que é o dia da preparação ou primeiro dia da Festa dos Asmos, Deus determinara cessação dos trabalhos nele, "E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; por sete dias se comerão pães ázimos. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis". (Números 28:17-18).
Ora, uma vez que Mateus 12:40 só tem um sentido literal-gramatical possível (três dias literais mais 3 noites literais), FICA DEFINITIVAMENTE DEMOLIDA A TEORIA DA CRUCIFICAÇÃO NA SEXTA-FEIRA.
Portanto, sob a luz de Mateus 12:40, já podemos concluir, com toda segurança, que a crucificação só pode ter sido numa quarta-feira ou numa quinta-feira. Analisemos mais estas duas únicas outras possibilidades:
a) Crucificação na quinta-feira (se o dia de repouso, correspondente ao 1° dia dos Asmos, caiu numa sexta-feira):
Neste caso, as três noites seriam:
1 - a da quinta-feira para a sexta-feira,
2 - a da sexta-feira para o sétimo dia, e
3 - a do sétimo dia para o domingo,
e os três dias (períodos de luz do sol) não seriam completos, mas seriam aproximadamente assim:
1 - finzinho da tarde da sexta-feira (o embalsamamento do corpo do Senhor e o lacramento da 2 pedra (porta do túmulo) teriam que ter sido feitos antes do anoitecer);
2 - todo o dia (período de luz de sol) do sétimo dia; e
3 - comecinho do dia (período de luz do sol) do domingo.
Isto acarreta dois problemas incontornáveis. O primeiro problema é que Cristo teria ficado sob o seio da terra desde algo depois das 3:00 h da tarde da quinta feira, até pouco depois do raiar do sol do domingo, no máximo 62 a 64 horas. O segundo problema, de gravidade irresistível, é que João, o apóstolo, diz que Cristo já ressuscitara quando ainda era escuro! "E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro". (João 20:1). Assim, não houve sequer o "3 - comecinho do dia (período de luz do sol) do domingo"! Então FICA DEFINITIVAMENTE DEMOLIDA A TEORIA DA CRUCIFICAÇÃO NA QUINTA-FEIRA.
b) Crucificação na quarta-feira (se o dia de repouso, correspondente ao 1° dia dos Asmos, caiu numa quinta-feira):
Analise a cronologia a seguir, e veja como ela se enquadra natural e perfeitamente com toda a Bíblia:
- Cristo morreu na quarta-feira;
- A tumba, após o longo embalsamamento do corpo de Cristo, foi fechada e lacrada, provavelmente próximo ao raiar o sol da quinta-feira (é exatamente no instante do fechamento da tumba que começaram os 3 dias e 3 noites profetizados em Mateus 12:40). Explicação: estar no seio da terra pode significar estar totalmente envolto por ela, profundamente sob ela, fechado por ela, a porta fechada; assim, os 3 períodos de 24 horas somente são contados entre o fechamento da porta e a saída de Jesus ressuscitado); e
- Cristo ressuscitou 72 horas depois do lacramento da porta, provavelmente próximo ao raiar o sol do domingo; logo após, retirou-se atravessando a pedra do monte ou da porta; só depois a pedra-porta do túmulo foi removida (não para dar passagem ao corpo glorificado de Cristo, que podia atravessar matéria, mas sim para os soldados verem o milagre; e para as mulheres, Pedro e João verem o túmulo vazio e até entrarem nele, para testificarem).
Para maior clareza, vamos repetir:
As 3 noites, totalizando 36 horas, podem ter sido:
- a da quinta-feira para a sexta-feira (18:00 às 6:00 horas = 12 horas);
- a da sexta-feira para o sétimo dia (18:00 às 6:00 horas = 12 horas); e
- a do sétimo dia para o domingo (18:00 às 6:00 horas = 12 horas).
E os 3 dias (períodos de sol), totalizando 36 horas, podem ter sido:
- o da quinta-feira (6:00 às 18:00 horas = 12 horas);
- o da sexta-feira (6:00 às 18:00 horas = 12 horas); e
- o do sétimo dia (6:00 às 18:00 horas = 12 horas).
Tudo isto casa com o fato de que, segundo complexos relacionamentos das mudanças de calendário e cuidadosos cálculos astronômicos (a páscoa dependia do ciclo lunar) os mais cuidadosos estudiosos determinaram que o dia 15 do mês de Nissan do ano 32 (começo da festa dos Asmos) foi uma quinta-feira, mas foi também um sábado (dia santificado para cessação de trabalhos e repouso, por ser o 1o. dia da festa dos pães asmos), de modo que o dia da quarta-feira, sua véspera, podia ser legitimamente chamado de "véspera do sábado".
FICA DEFINITIVAMENTE PROVADO QUE A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO FOI NUMA "QUARTA-FEIRA"
"Regra de Ouro" da interpretação é:
"Quando a interpretação direta-imediata e literal das Escrituras faz sentido, não procure nenhuma outra interpretação. Portanto, interprete cada palavra no seu sentido literal, usual, costumeiro e mais comumente usado, a não ser que os fatos do contexto imediato indiquem claramente o contrário, quando estudados à luz de passagens correlatas e de verdades fundamentais e axiomáticas." (Dr. David L. Cooper).
A Interpretação segundo esta regra é chamada de Interpretação Literal-Gramatical, e: é a única interpretação que honra e é consistente com a soma de tudo que Deus diz sobre a Sua própria Palavra Escrita; é a única interpretação aceitável pelos verdadeiros crentes; é a única interpretação usada antes de Orígenes ter contaminado a cristandade com a mortal peçonha do alegorismo).
À luz desta regra de ouro da interpretação, examinemos Mateus 12:40:
"...assim estará o Filho do homemtrês dias e três noites no seio da terra" (Mateus 12:40).
Ora, este verso clara e irresistivelmente demole a teoria de que Cristo morreu numa sexta-feira. Se tivesse sido assim, Ele teria ficado no seio da terra somente 2 noites (da sexta para o sétimo dia e do sétimo dia para o domingo)!
Portanto, Cristo teria errado ou mentido ao proferir a profecia acima, e não poderia ser Deus, uma vez que é impossível que Deus minta ou erre!
Ah, você pergunta: "Mas isto não se choca com Marcos 15:42, com Lucas 23:54, 56, e com João 19:31??? Que ensinam que o dia subseqüente ao da crucificação foi um sétimo dia??? Se o dia seguinte foi um sétimo dia, então não tem o dia da crucificação de ter sido uma sexta-feira???..."
"Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado". (Marcos 15:42).
"E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado". (Lucas 23:54).
"Então voltaram e prepararam especiarias e ungüentos. E no sábado repousaram, conforme o mandamento". (Lucas 23:56).
"Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali.". (João 19:31).
Não e não. A palavra "sábado", usada em Marcos 15:42, Lucas 23:54,56 e João 19:31 (acima), somente tinha um sentido literal-gramatical OBRIGATÓRIO, que é o de "cessação, repouso dos trabalhos". Portanto, a palavra "sábado" podia ser e era usualmente aplicada em dois sentidos:
tanto (1) ao sétimo dia da semana...
"Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou". (Êxodo 20:8-11).
quanto (2) a um outro dia qualquer, desde que Deus também tivesse ordenado que fosse de cessação dos trabalhos (no caso em pauta, que é o dia da preparação ou primeiro dia da Festa dos Asmos, Deus determinara cessação dos trabalhos nele, "E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; por sete dias se comerão pães ázimos. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis". (Números 28:17-18).
Ora, uma vez que Mateus 12:40 só tem um sentido literal-gramatical possível (três dias literais mais 3 noites literais), FICA DEFINITIVAMENTE DEMOLIDA A TEORIA DA CRUCIFICAÇÃO NA SEXTA-FEIRA.
Portanto, sob a luz de Mateus 12:40, já podemos concluir, com toda segurança, que a crucificação só pode ter sido numa quarta-feira ou numa quinta-feira. Analisemos mais estas duas únicas outras possibilidades:
a) Crucificação na quinta-feira (se o dia de repouso, correspondente ao 1° dia dos Asmos, caiu numa sexta-feira):
Neste caso, as três noites seriam:
1 - a da quinta-feira para a sexta-feira,
2 - a da sexta-feira para o sétimo dia, e
3 - a do sétimo dia para o domingo,
e os três dias (períodos de luz do sol) não seriam completos, mas seriam aproximadamente assim:
1 - finzinho da tarde da sexta-feira (o embalsamamento do corpo do Senhor e o lacramento da 2 pedra (porta do túmulo) teriam que ter sido feitos antes do anoitecer);
2 - todo o dia (período de luz de sol) do sétimo dia; e
3 - comecinho do dia (período de luz do sol) do domingo.
Isto acarreta dois problemas incontornáveis. O primeiro problema é que Cristo teria ficado sob o seio da terra desde algo depois das 3:00 h da tarde da quinta feira, até pouco depois do raiar do sol do domingo, no máximo 62 a 64 horas. O segundo problema, de gravidade irresistível, é que João, o apóstolo, diz que Cristo já ressuscitara quando ainda era escuro! "E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro". (João 20:1). Assim, não houve sequer o "3 - comecinho do dia (período de luz do sol) do domingo"! Então FICA DEFINITIVAMENTE DEMOLIDA A TEORIA DA CRUCIFICAÇÃO NA QUINTA-FEIRA.
b) Crucificação na quarta-feira (se o dia de repouso, correspondente ao 1° dia dos Asmos, caiu numa quinta-feira):
Analise a cronologia a seguir, e veja como ela se enquadra natural e perfeitamente com toda a Bíblia:
- Cristo morreu na quarta-feira;
- A tumba, após o longo embalsamamento do corpo de Cristo, foi fechada e lacrada, provavelmente próximo ao raiar o sol da quinta-feira (é exatamente no instante do fechamento da tumba que começaram os 3 dias e 3 noites profetizados em Mateus 12:40). Explicação: estar no seio da terra pode significar estar totalmente envolto por ela, profundamente sob ela, fechado por ela, a porta fechada; assim, os 3 períodos de 24 horas somente são contados entre o fechamento da porta e a saída de Jesus ressuscitado); e
- Cristo ressuscitou 72 horas depois do lacramento da porta, provavelmente próximo ao raiar o sol do domingo; logo após, retirou-se atravessando a pedra do monte ou da porta; só depois a pedra-porta do túmulo foi removida (não para dar passagem ao corpo glorificado de Cristo, que podia atravessar matéria, mas sim para os soldados verem o milagre; e para as mulheres, Pedro e João verem o túmulo vazio e até entrarem nele, para testificarem).
Para maior clareza, vamos repetir:
As 3 noites, totalizando 36 horas, podem ter sido:
- a da quinta-feira para a sexta-feira (18:00 às 6:00 horas = 12 horas);
- a da sexta-feira para o sétimo dia (18:00 às 6:00 horas = 12 horas); e
- a do sétimo dia para o domingo (18:00 às 6:00 horas = 12 horas).
E os 3 dias (períodos de sol), totalizando 36 horas, podem ter sido:
- o da quinta-feira (6:00 às 18:00 horas = 12 horas);
- o da sexta-feira (6:00 às 18:00 horas = 12 horas); e
- o do sétimo dia (6:00 às 18:00 horas = 12 horas).
Tudo isto casa com o fato de que, segundo complexos relacionamentos das mudanças de calendário e cuidadosos cálculos astronômicos (a páscoa dependia do ciclo lunar) os mais cuidadosos estudiosos determinaram que o dia 15 do mês de Nissan do ano 32 (começo da festa dos Asmos) foi uma quinta-feira, mas foi também um sábado (dia santificado para cessação de trabalhos e repouso, por ser o 1o. dia da festa dos pães asmos), de modo que o dia da quarta-feira, sua véspera, podia ser legitimamente chamado de "véspera do sábado".
FICA DEFINITIVAMENTE PROVADO QUE A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO FOI NUMA "QUARTA-FEIRA"
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Anna Carolina Jatobá, madrasta da Isabella Nardoni, diz ter se convertido e pedido para ser batizada
Nesta segunda-feira (22/03) teve início o julgamento de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, conhecidos como o “casal Nardoni”, acusados de matar Isabela Nardoni, filha de Alexandre. De acordo com o Ministério Público, Jatobá esganou Isabella e Alexandre a jogou pela janela do sexto andar do apartamento onde o casal morava, em Santana, na Zona Norte da capital. O crime ocorreu em 29 de março de 2008. A Promotoria diz que houve uma discussão antes da morte da criança. O casal Nardoni alegou inocência sustentando a idéia de que um ladrão matou a menina. Essa terceira pessoa nunca foi encontrada pela polícia.
Presos na cadeia de Tremembé (SP) desde o ocorrido, o casal segue uma rotina de serviços diários prestados na própria penitenciária. Porém, os hábitos de Anna Carolina Jatobá são diferentes dos de Alexandre. Suas atividades diárias incluem oração e freqüência em cultos evangélicos.
Desde que foi presa, Jatobá já haveria pedido ao pastor da penitenciária para ser batizada, mas o pastor alegou que ainda não era o momento porque ela não estava preparada.
Jatobá divide a cela de 12m2 com mais quatro evangélicas e é vista com freqüência fazendo orações. Funcionários do presídio alegaram que Jatobá não fala muito e que, por isso, ganhou confiança, sendo chamada de “Aninha”.
Segundo uma reportagem da revista Veja em 2008, o fato de Ana Carolina ter virado evangélica seria para ter proteção, já que o tipo de crime de que foi acusada não é “aceito” por outros detentos. A “lei” dos detentos rege que pessoas convertidas à religião evangélica têm imunidade desde que não entrem pela disputa do poder dentro da cadeia.
A reportagem ainda afirma que antes de ser presa, Ana Carolina afirmava ser católica, porém lia sobre espiritismo. Depois que foi presa e virou evangélica ela freqüenta cultos, ora e faz parte do coral.
Anna Carolina Jatobá evangélica e ciumenta
A mãe de Isabela e ex-mulher de Alexandre Nardoni, Ana Carolina Oliveira afirmou que acredita na condenação do casal. Em entrevista concedida ao portal de notícias G1, da Rede Globo, Ana Carolina Oliveira afirmou que o ciúmes de Jatobá matou sua filha.
“Eu sei tudo sobre a minha filha e a criança meiga, alegre e carinhosa que ela era. Convivi bastante tempo também com o Alexandre e sua família, conheço seu comportamento; sofri com os ciúmes da Anna Jatobá e posso dizer que, infelizmente, foi esse ciúme que levou a minha filha…”, disse Oliveira.
Um dos depoimentos da mãe de Isabella dados ao juiz Maurício Fossen, ainda na fase de instrução, em 2009, já mostrava a preocupação de Ana Carolina Oliveira com os ciúmes de Jatobá. De acordo com seu relato, a madrasta tinha ciúmes de Alexandre por causa do relacionamento que ele teve com Ana Carolina Oliveira. No entender da mãe de Isabella, sua filha pagou por isso com a vida. Foi a avó de Isabella, Rosa Oliveira, quem afirmou à Justiça no ano passado que Jatobá tinha raiva da menina.
De acordo com o depoimento de Rosa, para evitar que Alexandre conversasse por telefone com Ana Carolina Oliveira sobre questões relacionadas a Isabella, Jatobá passou a cuidar desses assuntos. Há relatos de que Jatobá falava com Oliveira, por exemplo, sobre quando pegar Isabella na escola. A pensão para a menina era discutida com o avó paterno, Antonio Nardoni.
Caso Anna Carolina Jatobá seja considerada culpada cumprirá pena de 12 a 30 anos por Homicídio Doloso (quando há a intenção de matar) triplamente qualificado por meio cruel (asfixia).
Fonte: Gospel+
Presos na cadeia de Tremembé (SP) desde o ocorrido, o casal segue uma rotina de serviços diários prestados na própria penitenciária. Porém, os hábitos de Anna Carolina Jatobá são diferentes dos de Alexandre. Suas atividades diárias incluem oração e freqüência em cultos evangélicos.
Desde que foi presa, Jatobá já haveria pedido ao pastor da penitenciária para ser batizada, mas o pastor alegou que ainda não era o momento porque ela não estava preparada.
Jatobá divide a cela de 12m2 com mais quatro evangélicas e é vista com freqüência fazendo orações. Funcionários do presídio alegaram que Jatobá não fala muito e que, por isso, ganhou confiança, sendo chamada de “Aninha”.
Segundo uma reportagem da revista Veja em 2008, o fato de Ana Carolina ter virado evangélica seria para ter proteção, já que o tipo de crime de que foi acusada não é “aceito” por outros detentos. A “lei” dos detentos rege que pessoas convertidas à religião evangélica têm imunidade desde que não entrem pela disputa do poder dentro da cadeia.
A reportagem ainda afirma que antes de ser presa, Ana Carolina afirmava ser católica, porém lia sobre espiritismo. Depois que foi presa e virou evangélica ela freqüenta cultos, ora e faz parte do coral.
Anna Carolina Jatobá evangélica e ciumenta
A mãe de Isabela e ex-mulher de Alexandre Nardoni, Ana Carolina Oliveira afirmou que acredita na condenação do casal. Em entrevista concedida ao portal de notícias G1, da Rede Globo, Ana Carolina Oliveira afirmou que o ciúmes de Jatobá matou sua filha.
“Eu sei tudo sobre a minha filha e a criança meiga, alegre e carinhosa que ela era. Convivi bastante tempo também com o Alexandre e sua família, conheço seu comportamento; sofri com os ciúmes da Anna Jatobá e posso dizer que, infelizmente, foi esse ciúme que levou a minha filha…”, disse Oliveira.
Um dos depoimentos da mãe de Isabella dados ao juiz Maurício Fossen, ainda na fase de instrução, em 2009, já mostrava a preocupação de Ana Carolina Oliveira com os ciúmes de Jatobá. De acordo com seu relato, a madrasta tinha ciúmes de Alexandre por causa do relacionamento que ele teve com Ana Carolina Oliveira. No entender da mãe de Isabella, sua filha pagou por isso com a vida. Foi a avó de Isabella, Rosa Oliveira, quem afirmou à Justiça no ano passado que Jatobá tinha raiva da menina.
De acordo com o depoimento de Rosa, para evitar que Alexandre conversasse por telefone com Ana Carolina Oliveira sobre questões relacionadas a Isabella, Jatobá passou a cuidar desses assuntos. Há relatos de que Jatobá falava com Oliveira, por exemplo, sobre quando pegar Isabella na escola. A pensão para a menina era discutida com o avó paterno, Antonio Nardoni.
Caso Anna Carolina Jatobá seja considerada culpada cumprirá pena de 12 a 30 anos por Homicídio Doloso (quando há a intenção de matar) triplamente qualificado por meio cruel (asfixia).
Fonte: Gospel+
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